quinta-feira, 7 de julho de 2011

BAST SEM LAR


História em que Bast, jovem nobre que vive em um reino no céu decide se aventurar no mundo na terra abaixo e para isso paga um feiticeiro para lhe costurar asas nas costas e assim parte em busca de aventuras mas se perde de seu reino.Bast nasceu em família nobre, uma das mais importantes famílias do reino de Elessar, no continente flutuante de Bemol. Nesse e em outros continentes no céu a maioria do povo raramente viajava, sendo que a passagem em um navio flutuante costuma ter o valor de um ano de trabalho de um camponês comum. E ainda mais raramente alguém ia ao mundo inferior junto ao mar. Assim sendo o povo se alimentava das noticias trazidas de outras terras pelos menestréis. Em Elessar todos os animais domesticados vivem em currais, as ovelhas e o demais gado, os cavalos, os bodes e todos os demais. Ainda assim não é raro algum animal se aproximar do limite do continente e cair céu abaixo.

Bast quando criança escapava de sua ama e ia para a praça nos dias de feira que era quando menestréis subiam em bancos ou palanques e traziam as histórias de terras além céu e as vezes, quando Bast tinha sorte, escutava alguma história de reinos muito abaixo do céu, na terra junto ao mar. Terra desconhecida pela grande maioria, fonte de lendas e cuja únicas provas de existência era alguns pássaros exóticos e extraviados que vez ou outra vinha até aos continentes no céu; ou quando o espaço abaixo da beirada do continente no céu estava limpo de nuvens e aquele que olhasse para baixo poderia enxergar chão abaixo, lá embaixo, sem nenhum detalhe.

As viagens que fazia uma vez por ano para algum dos outros três continentes celestes ou algum arquipélago não era o suficiente para saciar sua curiosidade e sede de aventura. Era sempre limitado pelos mais velhos à lugares seguros e sem graça. Bast decidiu então que quando crescesse se tornara um menestrel, ambição que é claro, sua família não compartilhava. Toda criança de qualquer uma das terras do céu já ouviu as lendas dos grandes pássaros gigantes que alguma vez trouxe alguém do mundo inferior junto ao mar para as terras no céu ou que levou algum filho do céu para lá. E já escutou também histórias de feiticeiros e bruxas que eram capazes de costurar asas desse pássaro em criminosos que decidiam fugir para o mundo inferior para não ter sua cabeça cortada, ou de alguém que seduziu uma mulher casada. É claro, aqueles que podiam pagar.

Durante sua juventude aprendeu a esgrima, a seduzir mulheres, a etiqueta, a beber moderadamente, a beber além da conta e principalmente aprendeu a se meter em confusões. Quando se aproximou da idade em que os pais desejavam lhe arranjar um casamento Bast decidiu que era hora de agir. Procurou saber sobre os feiticeiros que poderiam lhe ajudar em várias cidades diferentes até encontrar a informação que procurava. Seus pais escolheram sua noiva, uma jovem e bela nobre. Quando certa vez estava em uma taverna, dessas tavernas onde se encontram meretrizes e, dizem por ai, bandidos, Bast teve sua atenção atraída por um estranho senhor. Depois que esse senhor saiu da taverna ele procurou saber quem ele era e descobriu que se tratava de um feiticeiro. Não tinha coragem de pedir nada ao feiticeiro que vivia na montanha ao sul de sua cidade, pois esse mantinha negócios freqüente com seu pai e demais nobres e seu envolvimento poderia ser facilmente descoberto, se não, delatado.

Seguiu o feiticeiro pelos becos da cidade na região mais perigosa, Carregando consigo uma adaga como proteção e uma garrafa de hidromel como coragem. Até que chegou em uma construção de três andares em forma de torre onde o feiticeiro entrou e deixou a porta atrás de si aberta. Quando Bast criou coragem e se aproximou o feiticeiro estava parado dentro da casa sorrindo e antes que pudesse entender o que acontecia uma corda que estava no chõa a sua frente entre Bast e o feiticeiro criou vida e se enrolou no corpo do visitante e apertou forte.

- Você escolheu a pessoa errada para roubar, meu jovem – disse o feiticeiro.

Com custo para falar, pois a corda o apertava forte e dificultava sua respiração Bast conseguiu convencer ao feiticeiro que ele não era um assaltante, mas sim um cliente. O feiticeiro o soltou e ambos conversaram e discutiram o preço do serviço. O preço era alto e Bast, mesmo sendo rico, não dispunha desse valor, mas conseguiria, garantiu ao feiticeiro.

- Você pode me fazer voar? – Perguntou Bast.

- Os homens não foram feitos para voar, meu jovem. Cada osso de um pássaro é oco por dentro e enquanto as asas determinam a direção e dão impulso o próprio ar entra em seu corpo e o carrega. Você poderá planar com essas asas, é o sficiente para descer em segurança para o mundo inferior.

Para Bast, era o suficiente.

Ele então vendeu boa parte de suas posses, geralmente presentes e caprichos caros, aos quais só a nobreza tem acesso. Manteve consigo apenas seu sabre, com punho em forma de dragão. Naquela madrugada foi até o feiticeiro com uma algibeira contendo o dinheiro convertido de suas posses somado ao que já tinha. O feiticeiro o recebeu, satisfeito e lhe explicou como o faria. Uma dessas aves gigantes foi encontrada morta nas montanhas e quem o encontrou cortou suas asas e as venderam para ele que então iria costurar com uma linha própria e magia nas costas de Bast. O trabalho foi lento e doloroso e amortecido com bastante hidromel. Durante horas linha e agulha costuraram as asas em suas costas, atravessando sua pele e carne. E no final, com um feitiço não menos doloroso anexou as asas à suas costelas com uma cartilagem. Agora teria apenas que esperar que cicatrizasse.

Algumas semanas depois estava pronto. Na sua última noite ele visitou a cama da rameira de quem mais gostava para uma noite de amor no escuro, para a surpresa de sua amante. E depois entrou silenciosamente o quarto de sua irmã. A acordou para se despedir. Iria partir, explicou, não queria se casar tão cedo e queria, acima de tudo, conhecer outros lugares. Iria para o Mundo Inferior. Ele voltaria para ela depois de viver suas aventuras e conhecer o restante do mundo. Então se casaria com alguém e ocuparia o lugar que esperam dele.

Quando chegou a hora do sol surgir no horizonte ele já se encontrava há maus de uma hora na beirada do mundo, sentado aguardando com uma garrafa de hidromel para aquecê-lo, seu sabre e uma mochila com algumas provisões. E aos primeiros raios de sol Bast deixou seu corpo cair no céu abaixo. Ao atravessar as nuvens e conseguir finalmente ver o Mundo Inferior abaixo e o sol a iluminar o mundo ele abriu suas asas e começou a planar sem direção alguma especifica, apenas evitando o imenso oceano azul. Passou o que lhe pareceu serem horas apreciando a viagem mais bela de sua vida até então pousar no meio de uma floresta em algum lugar desconhecido. Cobriu as asas com uma capa e saiu para sua nova vida.

Bast seduziu mulheres. Se uniu a uma trupe de artistas. Lutou contra vilões. Conheceu reis e rainhas. Velejou e lutou contra piratas. Conheceu o mar. Passaram-se anos em suas viagens, aventuras e romances até que Bast sentiu saudade de seu lar. Viajou de volta para a região onde havia chegado e procurou ajuda de um domador de pássaros gigantes para conseguir ser carregado de volta para seu continente no céu. Mas ao conseguir sua passagem de volta descobriu que seu lar não se encontrava lá. Bast não sabia, mas o seu mundo está o tempo todo em movimento sobre o mundo inferior assim como as estrelas mudam de posição no céu durante o ano A partir de então ele começou uma nova jornada em busca de seu errante lar.

Fraco:
Bom: Coragem, Carisma, Briga, Aparência;
Ótimo: Asas que permitem planar até 25m em linha reta com impulso; Esgrima;
Médio: Atuação, Furtividade, Conhecimentos,

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