História de um jovem plebeu que se apaixona por uma princesa e para se aproximar dela pede ajuda a uma velha bruxa que o transforma em pássaro canoro.
Um jovem chamado Dean que vivia em sua cidade dentro das muralhas do castelo de Olsen. Ele era filho de um pobre mascate e cresceu andando pelas ruas com seu pai. A cidade freqüentemente atacada tem muralhas solidas e um povo resistente. Dean conhecia todos por causa de suas andanças e todos o conheciam e gostavam.
Certa vez com trombetas os soldados anunciaram a passagem da família real que vive no castelo e rarissimamente anda pela cidade. Todos se curvaram à passagem da família real. E Dean, dentre tantos outros homens se apaixonou pela beleza da princesa Lenora. Quando a família andou entre os comerciantes vendo as mercadorias a venda Dean tentou se aproximar, mas os soldados não permitiram a aproximação dele (e de nenhum outro) e o escorraçou.
Como todos os apaixonados Dean devia esquecer da princesa, mas não conseguiu. Decidiu então pedir a ajuda da velha herbalista da cidade que muitos alegavam ser uma feiticeira, mas ninguém podia provar e então evitavam. O pai de Dean vendia coisas para ela, mas rinha medo. Dean porém era jovem e vigoroso demais para ter aprendido esse medo.
A feiticeira, Calla, vivia em uma choupana à margem da cidade perto da saída que dava para uma floresta onde lhe convinha encontrar suas ervas. Dean foi ao seu encontro e lhe pediu e então suplicou que ela lhe ajudasse. A velha Calla, vendo a aflição do jovem e se lembrando dos desejos do corpo que todo jovem possui se apiedou dele e lhe disse que ajudaria. Ela iria preparar para ele uma poção e ele deveria voltar na madrugada da lua nova a procurá-la.
Dean mal agüentava de tanta ansiedade. Durante o dia vivia inquieto, a noite sonhava com a amada. Até que na madrugada com lua nova ele escapuliu e foi a choupana de Calla. Ele a encontrou já esperando.
- Você tem certeza do que deseja? – Ela perguntou.
- Sim, eu tenho. Quero poder me aproximar da princesa sem ser enxotado e poder seduzi-la e apaixonar-se por mim.
- Eis aqui então uma poção que aprendi com minha mãe que aprendeu com minha avó que aprendeu com a mãe dela e assim desde os tempos antigos. Ela irá mudá-lo para sempre. Ainda assim quer bebê-la?
- Sim! – Ele respondeu agitado – Eu amo a princesa e farei qualquer coisa para estar com ela.
Ele pegou a caneca com a bebida borbulhante e malcheirosa da mão dela, hesitou por um momento então prendeu a respiração e bebeu tudo de um só gole. Mas não sentiu nada além do gosto ruim.
- Nada aconteceu! – exclamou ele decepcionado.
- Ah, aconteceu sim, você que ainda não percebeu. De agora em diante basta você comer dessa erva, que pode ser encontrada facilmente em qualquer lugar e poderá chegar até sua princesa. Chama-se erva de passarinho e eu lhe ensinarei onde e como colhê-la. – Disse a velha Calla lhe entregando um chumaço de ervas secas.
Ele então tomou com ansiedade a erva das mãos da velha e as comeu. Inicialmente não entendeu o que acontecia. Tudo ao seu redor se engrandecia e então se agigantava. Então percebeu que no lugar de braços de mãos tinha asas, no lugar de pés e pernas tinha patas e no lugar de boca um bico. Quando tentou falar emitiu um lindo canto. Sua barriga e pescoço eram brancos, suas asas e costas azul escuro e no rosto uma mancha preta sobre os olhos como uma máscara. Obviamente não era o que Dean esperava.
- Agora você pode voar sobre as muralhas do castelo e pousar na janela de sua princesa e o seu canto é o mais belo de todo reino, certamente ela irá se apaixonar por você. O efeito dura algumas horas, então saia de lá antes que volte ao normal senão estará perdido! – disse a velha com um sorriso de satisfação e traquinagem no rosto.
Dean precisou cair algumas vezes antes de aprender realmente a voar, mas então voou por sobre a cidade e sobre as muralhas do castelo. Circundo o castelo observando cada janela até encontrar sua amada. Ela estava se banhando dentro de uma grande banheira de madeira auxiliada por duas jovens criadas. Dean ficou apreciando a nudez de Leonora que por sua vez apreciava os baldes de água quente que eram despejados sobre seu corpo. Depois ficou um tempo deitada na água e então se secou e vestiu uma linda camisola de seda. Dean ficou ainda mais apaixonado.
Quando ela fez que ia se deitar Dean começou a cantar e Leonora olhou para ele. Seu canto realmente era o mais belo de todo o reino. O mais belo que Leonora já havia escutado e ela lhe dedicou toda a atenção e Dean exultado pela admiração da princesa cantou e cantou. Quando mais tarde a princesa cansada se deitou ele ficou ainda por horas a lhe observar. Até que sentiu que o feitiço estava acabando e depressa voou para fora para a cidade onde pousou já homem.
Dean aprendeu o segredo da erva com Calla que lhe ensinou felicíssima pela companhia do jovem acostumada ao ignorar do povo que só lhe procurava em caso de doenças e pragas. E todas as noites Dean voava para a janela de sua amada e passava horas com ela cantando e apreciando sua beleza até que ela se deitava. Então pousava por um momento em sua cama e voava de volta para cidade e sonhava.
Aconteceu o que se tencionava e LeonoraDean chegou a noite tudo se sucedeu da costumeira forma e Dean cantou alegre e a admirou no banho. Quando ela se deitou ele pousou ao seu lado para poder ver ainda mais de perto e ela o agarrou de uma vez. Ele tão aturdido e assustado não reagiu. Ela podia sentir o coraçãozinho do pássaro acelerado e tentou acalmá-lo.
- Não tenha medo, meu lindo pássaro, não lhe farei mal. Você viverá em uma linda e grande gaiola de ouro e ficará comigo o tempo todo.
Na gaiola Dean entrou em desespero e se jogava contra as grades. Ela confundiu isso com o medo de um pássaro que sempre livre se torna cativo e não deu importância. Ele se bateu contra s grandes até cair no sono de exaustão. Eis que pela manhã ao acordar Leonora se depara o jovem Dean dormindo dentro de sua gaiola e se põe a gritar. Os guardas do castelo chegam e seu pai que mesmo sem entender nada fica furioso. Dean é condenado por invadir o quarto da princesa e amarrado em frente o portão do castelo onde passaria vários dias enquanto se decidiam qual seu destino.
Na madrugada seguinte Leonora intrigada mas ainda com raiva foi tirar satisfações com o apavorado Dean que lhe contou sua história.
- Me enamorei de ti – finalizou ele – faria de tudo para estar com você e consegui. E faria tudo outra vez. Agora, acho que morrerei, de morte matada, pelo carrasco do rei. Mas acho que valeu a pena.
Leonora se sentiu ultrajada pela expiação do jovem de sua nudez e intimidade e se foi ainda com raiva. Mas a cada dia vendo Dean ali preso na frente do castelo na frente de todos seu coração amoleceu e na noite que saiu a condenação de morte de Dean ela disfarçada de plebéia procurou a velha Calla onde Dean disse que ela estaria. E então a velha se viu diante de uma princesa que lhe suplicava ajuda. Ela lhe deu então a erva de passarinho e a princesa foi até Dean.
- Não pode mais voltar aqui – ela lhe disse – se meu pai ou meu noivo virem até mesmo um pássaro como tu, irá mandar matar o pobre pássaro.
Ela então lhe presenteou com um beijo e lhe deu a erva de passarinho. Quando ele a comeu ela observou admirada sua transformação. Ele pousou em sua mão, cantou um ultimo canto e voou. Quando o carrasco e o séquito real chegou ao amanhecer para a execução encontrou apenas as cordas frouxas com os nós atados.
De Dean ninguém sabe. Mas desde então a princesa, mesmo depois de casada e de ser mãe, quando via um pássaro canoro de barriga branca e asas azuis com um rosto com uma mancha em forma de máscara, ficava imaginando se esse era Dean.
Fraco: Riqueza
Bom: Furtividade; Coragem; Carisma; Percepção;
Ótimo: Se transformar em pássaro uma vez por dia com a duração de 4h;
E na forma humana canta muito bem (ÓTIMO);
Vitalidade: 6
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