quinta-feira, 7 de julho de 2011

LEON SORTUDO

História de um jovem de origem humilde e abençoado de uma sorte mágica que se apaixona pela bela filha de um próspero mercador e para poder desposá-la entra para o exército no intuito construir um nome e património.
Leon era filho de mãe solteira, Lena, o que sempre lhe atraiu imposturas e maldizer para ele e sua mãe. Mas ele sempre teve muita sorte o que o ajudava a escapar de encrencas e acidentes. Sua mãe vivia na beira da montanha e seu marido morreu com uma febre que atacou a muitos e levou tantos outros. Desde então ela vivia em sua cabana na beira da montanha e vivia da lã que sua roca tecia das ovelhas que tinha no cercado. Mas a jovem e bela mulher atraia a atenção de muitos homens que ela sempre rejeitava, até engravidou. Quando ela engravidou ninguém na cidade soube dizer de quem e ela nada disse.

Muitos maldosos diziam que fora um viajante quem lhe levantou a saia; outros diziam que foi um espírito da montanha; uns ainda diziam, e isso não é coisa que se diga de uma mulher, mesmo que não seja uma dama, que ela fornicava com os carneiros.

A verdade é que certa vez um membro do povo da montanha, os Taehal (conhecido e temido povo mágico, mas que não aparece com muita frequência), conhecido por roubar o gado, levar crianças, criar ilusões da montanha e por toda variedade de sorte, ao se aproximar da cabana afastada e com um bom grupo de ovelhas lhe pareceu um saque fácil. Mas quando se aproximou ele viu Lena e por ela se apaixonou. Quando ele dela se aproximou acabou causando pavor. Então assumiu a forma de um belo e distinto cavalheiro que se disse novo na cidade e passou a fazer visitas a jovem viúva. Lhe tecendo elogios e juras de amor e levando presentes acabou por conquistar o coração e o corpo da solitária e doce mulher. Eles viveram juntos por um tempo até que a barriga dela se mostrou evidente na cidade e o povo quis saber quem era o pai. Ela percebendo que ninguém na cidade conhecia seu noivo o confrontou em busca da verdade. Ele então se revelou sendo um Taehal e ela o expulsou.

Meses depois quando a parteira da cidade deixou a casa com mãe e filho juntos e exaustos pelo trabalho de parto, o céu sobre a cabana de repente escureceu. O vento soprava forte fazendo as janelas baterem e trovões ressoavam fazendo toda a montanha tremer. Pela porta entrou o pai da criança em toda sua imponência. Ele se aproximou do leito onde os dois se encontravam. Ela aterrorizada, o neném dormindo alheio a tudo. Vendo a criança humana, e não Taehal deixou que ela mantivesse a criança. Antes de partir, e essa foi a última vez que Lena o viu, ele abençoou seu filho “Sempre, minha criança, sua parcela mágica lhe trará sorte e sucesso”. Ele disse na língua dos Taehal, mas Lena pôde perceber que havia bondade e afeto em sua voz.

Leon cresceu sem saber sobre seu pai. Se tornou forte e saudável, correndo pela montanha e sempre ajudando sua mãe com o trabalho. Não importava em que confusão ele se metesse, e não eram poucas, sempre se safava. Pura sorte! Quase foi pego por um urso, certa vez ao entrar em uma caverna como prova de coragem. Quando completou 13 anos era ele quem levava a lã de sua mãe para a cidade. E durante alguns anos essa se tornou a rotina dos dois. Leon ia para cidade levando as encomendas e voltava com mais pedidos e noticias de quem vivia da cidade. Certa vez Lena percebeu que algo perturbava seu filho e depois de muito conversar ela descobriu: ele estava apaixonado! Pela filha do próspero comerciante de peles da cidade. O nome dela era Maeli, como a flor que cresce nas resistentes árvores da montanha.
A cada viagem que ele fazia para a cidade ele voltava mais enamorado e sonhador. Até o dia que anunciou que iria ingressar no exército, pois o pai de Maeli nunca o aceitaria pobre como era.

Entrou para o exército em busca de fama e de dinheiro e mesmo para alguém tão novo frequentemente se saia bem em suas tarefas e missões. Até que a guerra chegou à região e ele foi com os soldados para as batalhas. Passaram meses em campo, sem voltar para sua cidade. Todos os momentos do dia pensava em sua mãe. E durante a noite pensava em Maeli.

Até que o conflito chegou ao seu clímax. Naquele dia frio e húmido o chefe do exército inimigo que antes distribuía ordens veio pessoalmente para derrotar a resistência do pequeno e importuno exército da terra que invadia. Seus homens estavam em maior número e suas armas e armaduras eram mais novas e bem cuidadas. Mas no meio da algazarra quando a batalha parecia perdida Leon com um tiro de sorte contra a resistência do vento e além do alcance normal do arco, atravessou o corpo do general inimigo com sua seta e a batalha que se seguiu daí em diante, por mais sangrenta e exaustiva, pendeu para o lado defensor e Leon de uma hora para outra se tornou herói.

Meses depois, a guerra tendo oficialmente acabado, Leon voltou para a cidade e pediu Maeli em casamento e conseguiu o que tanto queria. Para a cerimônia sua mãe desceu da casa na montanha. Toda a cidade compareceu ao casamento do herói de guerra e da bela e rica filha de um dos maiores comerciantes da cidade. Maeli deu a Leon uma flor de Maeli e disse que enquanto ele a amasse, aquela flor estaria sempre fresca.

Fraco: Trato Social;
Bom: Armas Brancas; Coragem; Sobrevivência; Aparência;
Ótimo: Sorte: quando é importante soma-se o valor de bom (6) – mais a freqüência alta da sorte dando o valor de ótimo (8) - a todas as ações realizadas por ele ou contra ele;
Carisma;
VITALIDADE: 7

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